quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Desaparecem!???...


Há um silêncio mortal
No compasso da vida
Fantasmas de um Carnaval
Na memória perdida

Cavalos de Troia
Numa história imoral
Onde a fé morria
E a morte sorria

Penhascos se elevam
No meu naufragar
Onde o mar corria
Sem parar

Marés de pasmar
No correr do dia
Ondas me levam
Sem me encontrar

Deuses, onde estão?
Quando os ceús escurecem
E os raios, flamejam
Desaparecem!???...

terça-feira, fevereiro 21, 2006

...e a caravana passa!!...


Ninguém tem culpa se alguém, ama alguém.
Ninguém tem culpa se o cães ladram e a caravana passa.
Ninguém sabe o que os cães fazem quando têm fome e a comida está ao seu alcance.
Ninguém pensa que os cães são animais "irracionais" e bons amigos do homem...

sábado, fevereiro 18, 2006

Mudança...(?)!


18.Fevereiro.2006 info. 01/06





Companheiros,

Quando em 27 de Dezembro de 2005, participei na reunião da Direcção com a CP-Lisboa, tive a possibilidade de chamar a atenção dos problemas que existiam nas várias salas sociais, onde fazemos serviço.
Alguns, ainda persistem, eu sei, mas também foi bom para mim, enquanto delegado sindical, ver que alguns dos problemas, estão sendo resolvidos.
Lentamente, têm sido feitas manutenções ao ar condicionado, tanto em Sintra, como em Entrecampos e em breve na sala do PMA, onde será instalado, dizem-me.
Sei que, em Sintra, ainda tem deficiências, mas conto que venham a ser resolvidas.
Farei o que estiver ao meu alcance.
Também em Entrecampos, foi finalmente colocada uma máquina que permite a todos nós, enganar a fome, principalmente nas horas complicadas em que muitas vezes fazemos serviço e não temos onde ir…
São coisas pequenas e simples mas que têm muita importância para nós, devido ás características do nosso trabalho.
Gostava de vos dizer que quero acreditar numa mudança na atitude e que espero, se repita no futuro com base no diálogo e numa nova postura sindical.
Espero que seja bom para todos, também…

rui mendes.

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Uma flor á juventude...


Ofereço, uma flor aos amigos e aos inimigos a minha mão.
E o meu respeito.
Lamento companheiro que fales em violência, desculpo-te porque és novo e a juventude é como um pé de cabra, faz de alavanca...
Melhor seria teres participado e não estares a espera que te contassem como foi, mesmo não pudendo, devias saber que qualquer coisa dita nesta altura e com tantos "empenhados" será facil deturpar o sentido e o contexto.
Gostava de ter o condão de ao gritar, alguém me escutasse.
Há tantos gritos no meu peito.
Como lamento os ouvidos surdos ao grito da multidão, é confortável esperar pelo eco das palavras e pensar que o problema dos outros, não é o meu...
Engano profundo e profano.
Cada vez mais o meu problema é o teu, companheiro!!!
Espero que no futuro escutem com atenção o silêncio da ventura...
Já agora agradeço, aos visitantes, mesmo aqueles que não querem deixar rasto... a curiosidade...
SEJA

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Preso por fios...


11:00 horas
09 de Fevereiro de 2006
Um dia cinzento, a temperatura havia subido um pouco. Depois como aves migratorias, chegaram...
Pouco de muito, muito de tudo o que nos aflige...
11:30 horas
09 de Fevereiro de 2006
Penso... - Arrefeceu!...
Natural, o Sol esconde-se, timido e envergonhado.
Também eu. Apenas os eleitos. Aqueles que por sufrágio universal, foram chamados. Dos outros, aqueles que sufragaram, apenas o cheiro, tenúe, vago... O tema era frugal, vulgar e singelo; analisar as mercearias e a sua validade.
Pendiam do tecto agora renovado, seis molhos de cebolas, já greladas e engelhadas, alguns presuntos com muita esperança, mas com bolôr, talvez devido a maus cuidados e muita humidade. Algumas razões foram apresentadas, mas pouco convenceram. O que estava nas prateleiras, mereceu a aprovação, a validade dos produtos era actual e parecia em boas condições de embalagem.
Talvez por tudo isto, poucos apareceram. Assim, toda a mercadoria foi analisada e passou na avaliação.
Apenas as ideias e os ideais ficaram, presos por fios no tecto da mercearia.
Eu, apenas eu, penso que pensando em contos de meia-noite, encontrarei fabulas e formulas mágicas capazes de resolver os problemas de mercado. Errado. Preciso do apoio dos fornecedores e de acordos de causa. Preciso de todos vós.

domingo, fevereiro 05, 2006

Assembleia Geral Órdinária

Dia 09 de Fevereiro de 2006
Realiza-se a Assembleia Geral Órdinária na sede do SMAQ, pelas 11:00 horas.
Apelo a todos aqueles que possam estar presentes, que o façam a bem da nossa Carreira.
Até lá...
SEJA

sei que me olham...

Sei que me olham

Meu fragmento de tempo

Em que o brilho dos anos

Se vai desvanecendo

  • Sei, se é que morrendo
  • envolto em mortalhas
  • dos avós tiranos
  • Me olham no Tempo
  • Sei que me olham
  • Com ventura ou desdem
  • Como um sopro de vento
  • Ou então de ningúem
  • Sei, se é que a sombra
  • Da minha morte
  • Lhes lembra alguém
  • Ficam todos a contento
  • Meu Deus que a mim me tens
  • Como a prece dos tempos
  • Que nunca foi dita
  • Grito da minha desdita
  • Ecoando nas paredes
  • Da montanha maldita
  • Onde famintos cães
  • Sei que me olham

Atirador furtivo



Esta, bem que podia ser a imagem, que num flagrante momento, provava a revolta dos animais. Coitados dos bichos, que tanto sofrem com os próprios donos. Estes que tanto bem lhes querem fazer... Ensinam-os a brincar, a apanhar bolas, paus, que atiram par longe e depois lá vão eles, correndo que nem uns loucos, uma e outra vez, sem descanso e quando já com a lingua seca e um palmo fora da boca se arrastam na busca de um afago, lá vão de novo a mais um salto e a nova corrida... Donos(!?!), nem deles, mesmo, o são. Talvez déspotas de um tempo passado, que usando do poder racional(?) com que a natureza os dotou, usam esse poder para os fazer sentar, deitar, rebolar, buscar, morder... Bom, morder, não será a melhor instrução. Pode ser perigoso e leva-los a uma jaula de onde, não poderam sair... Coitados dos bichos.