sábado, janeiro 28, 2006

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O caminho



Quando se abre a janela do quarto, pela manhã e olhamos o dia que nasce, escutamos ainda os ruidos corporais e quase metafisicos que nos abandonam e perguntamos ao vidro embaciado e frio, o que nos espera hoje...!?? - O bocejo, esmorece, os braços ainda dormentes caiem lentamente ao longo do corpo, os olhos fecham-se docemente, recordando o momento anterior e como de um sonho bom, que já passou, voltamos as costas ao Sol que brilha lá fora e encolhendo os ombros, vamos ao encontro perfeito da manhã...
- ...
Depois que os fluidos corporais foram expulsos, um sorriso de satisfação se apodera de nós e assim o banho retemperador nos espera.
O pequeno almoço, que muitas vezes ainda não sabemos o que será, é o passo final, antes da saida de casa, mas antes muitos pensamentos nos invadem; para onde vou, por onde vou, que vou levar na mala, a que horas devo sair de casa e quantas vezes olhamos o relógio para que não nos atrasemos...
Finalmente, um iogurte e um café, porque os niveis de cafeina, precisam de subir rápidamente...
Depois, vestir o casaco e rápidamente abrir a porta...
Sair.
O Vento que nos arrefece a cara e as mãos, os carros parados em cima do passeio, as criânças que gritam correndo para o autocarro da escola que já buzinou tres vezes, o Sol que não tem tempo para nos aquecer e o caminho á nossa frente espera-nos, inconsciente e constante.
Se este é o principio do dia de todos os dias, todos os dias precisamos de encontra novas formulas para vestir o dia, no principio do caminho.
O caminho, é invariávelmente o mesmo. Este não se altera. Mudam as caras, muda a hora em que lá passamos, mas o caminho é o mesmo.
Por vezes sentimos vontade de ir por outro, escolher a paisagem, quase intrinseca, no meio da cidade, mas apetece fazer outras curvas, utilizar mudanças altas e baixas no nosso carro, apetece...
Mas porque será tão dificil mudar o caminho, alterar por vezes o percurso até o mesmo ponto, se com isso podermos mudar o sorriso, desviar o olhar por outras coisas, tentar outros sabores num café diferente, sentir outros perfumes...
Dar um caminho diferente ao nosso dia pode fazer a diferênça de como nos sentimos para o futuro.
Um mesmo caminho, por escorreito que possa ser, por vezes, fica quadrado se o percorremos demasiadas vezes, tornando-nos também a nós quadrados e nada mais ficamos a conhecer da nossa cidade e se olharmos bem, a nossa cidade tem tanta potencialidade e tanta coisa linda para conhecer.
Se nada tivermos para nos ajudar a escolher o caminho, até um num mapa turistico, é possivel encontrar novos caminhos...
Porque o caminho está lá...
Porque há um caminho...

R.M.
SEJA...

Horizonte em chamas

Qaundo o céu está vermelho e as águas calmas,
Dizem os sábios, que a tormenta,
Do dia seguinte, tráz sangue e lágrimas
Rolando na face dos dias...
Que o suave toque da dor,
não é mais que um momento...

Que o tormento,
Não é sofrer, na batalha dos dias, o ardor,
Da vontade, e do desespero em que morrias,
Mas do afago, frio e mortal com que mimas
Os inimigos e aos amigos a dor fermenta,
Como licor dos Deuses alimentando as almas.

E quando as chamas do entardecer,
Envolverem os sentidos
E o ardor da batalha esmorecer,
Nos gemidos dos vencidos.

Escutaras, murmurios perdidos
Preces dos muribundos a morrer,
Como um hino aos elos perdidos.
E depois, docemente... falecer.


R.M.
Seja...

terça-feira, janeiro 24, 2006


Companheiros, enviaram-me esta foto há alguns dias atrás, parece que foi tirada de um qualquer site espanhol, e retrata uma situação de perturbação na circulação...
Fez-me lembrar a situação que vivemos há poucos dias, na linha de Sintra por causa de um caso pontual(!) de limitação de velocidades da qual, ninguém tinha conhecimento, porque o dito afrouxamento, estava escondido por detrás de um outro documento....!!
Escolhi esta foto, exactamente porque tirando a ilustre personagem que tão bem representa os nossos "hermanos", parece que foi o que aconteceu aos trabalhadores que na altura lá faziam serviço.
Talvez por isto, tenha começado a faltar o papel higiénico na sala de Entrecampos. Já não chega para limpar tanta porcaria.
Claro que tudo foi resolvido a contento, o dito documento apareceu e o papel higiénico também, muito embora seja de origem ibérica.
E mais importante, nada de grave aconteceu, nem aos trabalhadores da via nem aos maquinistas...
Portanto, meus companheiros de todas as horas, cuidado e não deixem de estar atentos a todos os documentos diários que vão sendo distribuidos.
Até mais.
Seja...
R.M.