domingo, dezembro 17, 2006

É Natal...


Desejo a todos um Feliz Natal.
Um Natal de Esperânça, pois sendo a Esperânça, a coisa ultima a perder, que seja esta aquela que sempre temos para oferecer...

A todos, Feliz Natal.

Rui Mendes

terça-feira, novembro 28, 2006

-Não sei o quê...?


Um animal tão lindo.
Pena que esteja em vias de extinção.
Mesmo quando consegue algum protagonismo em programas como o Discovery ou o National Geografic, o "buraco do ozono" ou o aumento da população mundial precipita o seu desaparecimento.
A sua dignidade, o seu porte, o seu habitat e o seu modo de vida solitário é unico e por isso necessita de uma area grande para viver, de espaços de caça especificos.
Quando em cativeiro, a sua raça e o seu espirito orgulhoso, ficam debilitados.
Precisam de condições especificas, como a caça de que se alimenta, como as condições de floresta onde se insere e acima de tudo o respeito dos homens...

...não sei porquê, mas tudo isto, faz-me lembrar algo, não sei o quê?...

domingo, novembro 19, 2006

Tanto fumo...

Todas as criânças, gostam de comboios.
Têm uma magia única que como um imã, atrai os seus olhos inocentes.
O som que emanam como o fumo nas máquinas de antigamente, a vida que tal como ontem, hoje também transportam de e para as cidades. São unicos.
Como são unicos os homens e mulheres que os fazem rolar. Que deixam as suas vidas e das familias entregues ao compasso dos hórários dos dias e das noites. Hoje muito melhorou nessas vidas. Há trinta anos atrás os homens dos comboios conduziam-nos por amor e com sacrificio desse seu amor. Hoje como de uma morte anunciada, antecipam-se velórios e encomendam-se flores para o adeus...
Depois da revolução de Abril, todos acreditaram numa nova era e na evolução da sociedade portuguesa. Hoje, ouço demasiadas vezes, creio, o nome de Salazar, de ditaduras e mais grave ainda me parece, aqueles que viveram antes, referirem que, "nem antes era assim..."
Como maquinista dos tempos modernos, gostava de ver os comboios a serem um motor da sociedade portuguesa e com o reconhecimento da sociedade, porque se nós precisamos dela, também ela sendo parte integrante da vida dos comboios, depende do seu movimento e da evolução que se espera para o futuro...
Sinto contudo que mais uma vez o meu pais me vai estrangular em ilusões e descontentamentos.
Muitos esperam um TGV que irá modernizar o pais... Acho que é uma tonteria absurda. As infraestruturas de que dispomos estão subaproveitadas e cheias de "buracos" económicos e estruturais e agora vamos ter comboios rápidos a fazer serviço porta a porta...?!
Apostam na evolução estratégica, mas sem estratégia para o pais e para as pessoas. A classe trabalhadora, perde previlégios sociais todos os dias a bem da sociedade??!!!!
Como pois, pode uma sociedade ansiar evoluir se a esvaziam de objectivos. Se essa sociedade retira o direito de revindicar, se as instituições sindicais estão profanadas pelo poder politico e cada vez têm menos intervenção social, para onde vamos...?
Os maquinistas hoje lutam para não lhes retirarem o que em tempos lhes foi dado como um direito adquirido em função do seu trabalho, provavelmente amanhã, lutaram pelo trabalho como um direito...
Resta-me perguntar ao meu pais, na pessoa daqueles que o governam, que fazes por mim, que eu não tenha feito já por ti...
Resta-me lutar com o que ainda tenho, mesmo sabendo que são parcas as possibilidades de me ouvirem.
Espero que as criânças continuem a gostar de comboios, porque os comboios cada vez gostam menos delas.

O banco ficou vazio...


O meu, onde me sentava em divagações no fim de um dia como tantos outros, agora esses momentos acabaram.
Os outros aqueles onde a minha vida está amarrada, como a de tantos portugueses pseudo burgueses, com aspirações a serem felizes, esses estão cada vez mais cheias e anafados.
Sabe-se agora, como de tantas formas nos roubam. A nossa sociedade está viciada e corrupta, já o sabiamos, mas tanto...
As reformas que nos vão impondo a bem da evolução nacional e do bem-estar social, são de tal qualidade que a pobreza passou a ser um estatuto nacional, com direito a assento em um qualquer passeio, de uma qualquer rua, de uma qualquer cidade com um programa pólis que não tem fim anunciado.
Somos um pais à beira mar plantado com um clima espectacular que muitos camones procuram para relaxar das bombas que têm nos seus paises de origem e onde os dolares, libras e outras moedas marcam a diferença. Como nós somos um povo que sabe receber e que é grato com quem nos viola, somos como putas com um sorriso simpático.
Agora que corremos atrás da estabilidade económica, de pactos sociais, do equilibrio orçamental e de uma inflacção socialmente aceite pela nossa amiga comunidade europeia, sem a qual há muito seriamos uma provincia ibérica aceite por alguns politicos de bolsos fundos e quiça rotos, estamos cada vez mais pobres.
Os objectivos socias de um povo que antes acreditava em projectos para os filhos e para uma velhice calma, agora não tem futuro, não tem esperânça nem objectivos de vida. E saber que a isto alguns podem chamar de evolução social, sinceramente, é triste.
E este que é o meu pais e pelo qual tantos homens e mulheres têm entregue a vida as aspirações e até os filhos, faz agora que as minhas lágrimas se juntem num rio de lamentos que vão desaguar num mar de desilusões que antes foi de marinheiros afoitos e destemidos e que deram novos mundos ao mundo...
Choro e o meu banco está vazio...

sexta-feira, novembro 17, 2006

Post Scriptum

Minha amiga, enviou-me uma mensagem pelas suas companheiras e disse-me para olhar sempre mais longe, até ao limite do horizonte sem perder a fé na minha vontade, mas que o fizesse á minha maneira e disse-me ainda;
"- não percas a esperânça, que é como as nozes, primeiro temos de as partir, mas depois do esforço, somos recompensados pois nos saberam muito melhor..."

À conversa com...

Olhos nos olhos, comteplavamo-nos como iguais. Não o eramos de todo. Contudo algo havia que nos igualava e colocava num mesmo patatamar. A minha amiga, tem uma tremenda ligeireza para guiar a sua vida. Num unico dia tem de constituir familia e fa-lo. Restam-lhe apenas dois de vida e tudo tem de ficar determinado, e fica. Quando voa, a sua forma aeródinamica permite que o faça de uma forma unica, com uma delicadeza tal que espanta e alucina, permite ver o mundo de uma perspectiva, também unica, tal como o seu próprio mundo: - unico.
Quando por momentos pára, como que por magia no cimo de um arbusto, a sua postura parece de reza, de oração, pausa breve de recolhimento e tudo recomeça, bruscamente.
Olhava para as minhas mãos, quando aconteceu.
Pousou de repente e ali ficou, talvez como eu observando aquela flor de algodão bravo, que o vento havia depositado em mim...
Falamos do Vento e do Sol, das sombras, da água do rio e da familia, dos amigos.
Do trabalho não quisemos conversar, não havia nada em comum, nessa área, eu tenho anos de vida para o fazer, ela apenas alguns dias, eu conduzo comboios, ela apenas cumpre o ritual da vida, coisa que eu não farei e ela sabe.
Bastou olhar os meus olhos e saber o que me deixa triste, vazio. Sabe que o trabalho me cansa, pelas horas mal dormidas, pelos outros que comigo trabalham e não parece, pessoas que se refugiam na sombra do seu destino, esperando que outros lutem por si, lutas remotas e longinquas, que se não espera, tragam mudanças, ideais desvanecidos pelo tempo e pelo ódio do ser... Não quissemos falar de trabalho, pois isso implicava que lhe explicasse como tudo funciona e tal coisa levaria outra vida e eu não sei se a encontrarei por cá mais tarde. Teria de lhe explicar o que são comboios e como se aplica o regulamento; vários, diga-se; o bloco orientavel que assusta por vezes; o que é um processo disciplinar, hoje seria mais facil de entender por haver tantos... enfim outra coisa como a clausula, uma amiga do peito, tive de lhe fazer perceber como era bom ser amigo do peito, e como está para breve a sua partida para o Além. Chorou. Chorámos. Ela quando entendeu o que é perder alguém e eu por já ter perdido...
Sem querer falar de trabalho, ainda lhe fiz entender que há outros colegas de profissão que conseguem estar pior do que eu, mesmo quando lhe expliquei que conseguiam ganhar mais, bom também trabalham mais horas por isso faz sentido, mas foi quando lhe falei de outros, ainda que já tendo passado por tudo isto, e nesta altura já conversavamos de outras coisas; que ela se revoltou e as lágrimas, como o rio que antes, juntos observávamos, transbordou... outros que já tendo passado por tudo isto, são hoje o nosso maior tormento e note-se que, o tormento não é sofrer mas pensar... pensar em tanto sem querer falar do nosso trabalho, criou silêncios que não desejavamos e foi quando o algodão bravo caiu da minha mão, que em sobressalto nos dissemos adeus, ela rápida se elevou nos ares e eu fiquei só, pensando como tinha sido bom partilhar aquele momento em que não pensei em nada mais, senão querer ser assim como a minha amiga libelinha, que conheci num dia de Outono depois que sai do trabalho...livre, só isso, livre.

terça-feira, outubro 17, 2006

Demónios...




Foi numa dessas noites, em que me afundo em pensamentos, num vislumbre fugaz e assustador se revelou a verdadeira personagem dos nossos dias. Demónios vorazes e perseguidores, que talvez por um deslize, deixou visivel a marca do desquite...também pudera, quem se envolveria com tal personagem se soubesse a verdade...?!

Acredito que será assim, que a sociedade vê os vermes e os demónios dos nossos dias.

segunda-feira, outubro 16, 2006

Contar uma historia...








Gostaria de deixar aqui uma história de verdade...
Uma história dos meus tempos de rapaz, quando era parte de um grupo, que um dia perderam um amigo, um companheiro, um irmão...
"...gostávamos de acampar. A vida ao ar livre era como um sedativo, uma droga, um modo de estar.
Enquanto adolescentes, ir acampar, era um modo de ser livre, fugir por momentos á custódia da familia, fumar, beber um bagaço, roubado lá em casa, enfim, crescer. De repente, quando tudo parecia tão simples, tão divertido, tão aventureiro, o inesperado aconteceu, um amigo, um companheiro, um irmão, morreu.
A morte chegou do nada, sem avisar, sem um sinal. Do meio da brincadeira, a tragédia estava ali, como fazendo parte da brincadeira, como mais uma gargalhada, que ali se desfez, como as ondas que rebentavam na areia...
Uma parte de nós ficou ali, naquela noite. As lágrimas juntaram-se ás gargalhadas que demos mais tarde enquanto decorria o velório e recordavamos os tempos e as coisas que em conjunto haviamos feito. Hoje, a esta distância, tento imaginar o que alguém poderia então pensar de nós, enquanto riamos, dizendo adeus a um amigo que morria nas nossas vidas, mas não morreu nos corações e nas aventuras que protagonizamos depois.
Os anos passaram, muitos já, mas a ideia ficou sempre comigo. Pouco tempo depois destes acontecimentos, criámos num grupo de escuteiros, algo a que chamámos de Cavaleiros do Luar...
A ideia original assentava nas histórias dos cavaleiros da Távola Redonda e nas suas aventuras, dos códigos de honra e de conduta, nos segredos imtemporais que nos faziam sonhar. Fizemos uma mesa redonda também e dividida por todos quantos faziam parte deste grupo, cada um tinha um simbolo de cavaleiro e um brasão e nessa mesa, estavam representados todos os sonhos de então, que mais não eram que os desejos de futuro..."

Talvez seja, não mais que um sonhador, enraizado desde esses tempos e dessas ideias, talvez a minha educação e a forma como vivi a vida até hoje, não me deixassem esquecer os códigos de honra e de conduta e os principios morais com que me envolvo, qual mortalha de eternidade...
Creio que por isto prezo a amizade e a verdade e não me esconda dela nem dela fuja. Assumo os meus erros e também deles exijo o respeito. Mas sei também, que em mim existe algo com que não sei lidar. A hipócrisia. A dama politica que fascina e ilude. Que faz da mentira e da traição, verdades universais e medidas transversais.

Também por isto quis contar uma história que aconteceu de verdade. Para aqueles mais atentos que se dignem ler estas palavras. Uma história que vindo de um passado não muito distante mas sempre actual. Uma história que fala de pessoas, para as pessoas e com pessoas. Porque sendo este um espaço que criei para falar da minha profissão, falar para os amigos, em suma falar até para todos, porque hoje, mais que nunca, os principios de vida, morais e sociais, da minha história de infância, os sinto, hoje, no passar dos dias.

Hoje, sim, sinto que já não há objectivos para as pessoas, nem para os sonhos.
Hoje há numeros e estatisticas. Vejo as pessoas do meu dia a dia, morrerem um pouco todos os dias, sob a hipocrisia de, sem honra de, sem esperar nada de...
Lamento não saber como alterar isto que sinto e ao invés, trazer de novo um sorriso ás pessoas, vontade de gritar, de dar gargalhadas, mesmo quando a vontade era chorar, sem ter vergonha, nem medo, nem nada...

quarta-feira, agosto 23, 2006

Inverno de Verão



Corpos brilhantes
de unguentos,
ao Sol expostos,
como lágrimas
numa noite de amor
esquecida no tempo.
Amor frio
ultimo Inverno
da paixão
tórrida e gloriosa
adolescente
e madura.
Rugas do passado
que não doem
mas marcam
são fogo gelado
atiçando mundos.

quinta-feira, agosto 10, 2006

Saber parar...


Saber parar, poderá ser a opção melhor. Ou talvez não.
Mas era preciso decidir e foi o que fiz.
O tempo se encarregará de provar se foi correcto ou errado.
São ventos de mudança que se avizinham. Nada nem ninguém os poderá travar.
Ao que a natureza nos impõe, pouco ou nada há a fazer.
Infelizmente a contemporaneidade, tem mostrado que os homens ao longo dos séculos, só em desespero de causa, são capazes de grandes feitos. Mas também são feitos de grandes defeitos e por isso são homens. Homens e mulheres têm ao longo do tempo sobrevivido ás mudanças e á própria evolução, mas não tem evoluido à mudança da sobrevivência. Assim será sempre mais dificil o caminho dos homens...

quarta-feira, julho 19, 2006

Gentalha...


Fui na onda,
como mestre barqueiro,
de uma nau do desassosego
Vi, uma rede cheia, na ronda,
ao mirar o pesqueiro,
depois, maldito sossego...
Talvez do mar "chão",
talvez do calão,
evolão-se da tumba
com rugido de camião
morcegos da noite
voando em contra-mão.
No silêncio tenebroso, todas as vozes se calam
esperam milagres que tardam
e feitiços que escondem
Os segredos bem guardados
permanecem inviolados
em sacos azuis que pendem...
São jogos de cintura
ancas belas e formosas
sereias de Adamastor
que não estragam a pintura...
Céus, onde está a lisura
e a mão do pintor,
treme agora de emoção,
ou estremece de comoção...
Senhores, olhai no alto
que o tecto da abadia
racha em cada dia
como um penedo de basalto
quando violado pela metralha
de agrilhoada GENTALHA.

quinta-feira, junho 08, 2006

Shiuuuuu
Não façam barulho que eu agora estou de férias.


Mas estou cá no dia 30 para ir votar.
E como acredito que muitos iram fazer o mesmo, que vençam os melhores!

A todos um bem-haja,
Pelo SMAQ,
Pela CARREIRA....

quarta-feira, maio 31, 2006

A lista B


Companheiros, finalmente ai estão os elementos que querem representar ao maquinistas rumo ao futuro. Pessoalmente acredito no projecto e acredito que somos capazes de um optimo trabalho para a nossa carreira.
Pelo SMAQ,
pelos maquinistas,
seja...
Mas serão todos vós que terão de decidir o que querem.

terça-feira, maio 16, 2006

Quando o caminho estreita...


As eleições para uma nova direcção do SMAQ, foram marcadas para dia 30 de Junho de 2006.
Concerteza que a esta hora, todos já têm conhecimento. Espero que não esqueçam.
Espero que se mostrem interessados e empenhados em participar num acto tão importante como este, para a nossa carreira e para a nossa vida futura enquanto maquinistas.
Nota-se em todos com quem tenho trocado opiniões, interesse em saber o que cada uma das listas que vão concorrer têm para apresentar à carreira, partindo do pressuposto de que mais de uma lista estará concorrente.
A nossa, aquela de agora faço parte, tem efectivamente um projecto aliciante e inovador, um projecto para o futuro. Muito em breve será apresentado à carreira.
ProjectoSMAQ2006.
Se apoio este projecto e nele me revejo, é porque acredito na diferença que podemos representar no futuro.
Pelo diálogo com todos. Pelas reformas urgentes do nosso sindicato. Pela informação consciente e actualizada. Pela participação de todos na vida sindical.
Acredito que a actual direcção foi ultrapassada pelas questões actuais.
Os maquinistas de uma forma geral estão inseguros, (é a minha opinião) pelo sindicalismo actual, nesta direcção, pelos seus silêncios, pela actuação que têm demonstrado nas negociações dos ultimos anos, pela informação que não surje, senão camuflada e dispersa.
Alguns perguntam onde estão?! Uns e outros. Se somos nós a lista que se opõe à actual, não nos compete a nós informar as alterações que estão sendo praticadas ao nosso serviço.
Temos como exemplo, o fim dos modelos 31-198, que curiosamente, os esclarecimentos sobre esta alteração, foram dados pela chefia directa e nada sobre isto tem sido transmitido ao associados de forma cabal e esclarecida pela actual direcção...
Por estas razões, dei o titulo a este post, de "Quando o caminho estreita...", porque neste contexto, não vejo razões para as insinuações de alguns companheiros, muitas sarcásticas, que envolvem o nosso projecto, que não o conhecendo, tecem os mais variados comentários.
Ou será porque realmente agora que o caminho estreita, receiam as mudanças?
Sei até por experiência própria da vida que as mudanças são invariávelmente, objecto de receios, mas de o quê ou de quem. De vós próprios?! De nós, enquanto conjunto de classe.
Gostaria de deixar claro, neste espaço, e sei que por mais que se diga, haverá sempre quem se proponha alterar as minhas palavras, que aquilo que me move para este projecto é a vontade e o orgulho de ser maquinista e pertencer a uma classe de homens que ainda podem fazer a diferênça. Alguns já me disseram que as minhas palavras são demagogas , ou brandas, outros, que sou um poeta, seja. A esses, desde já agradeço, mas que leiam bem, e que aqueles que as lerem, o façam de acordo com a sua visão e de acordo com aquilo que fizeram no passado e de certeza que sentem de uma forma diferente e diferenciada o que a eles digo. Aos outros, apenas posso dizer que votar no projecto SMAQ2006 é apostar no futuro, é acrediatar que algo pode e será diferente. Cabe a cada um decidir sobre isso.
Pelo SMAQ
Pela carreira
Seja...

domingo, abril 30, 2006

Apelo à União e à razão de ser Maquinista



Lisboa, 25 de Abril de 2006



Carta Aberta à Carreira

Apelo à União e à razão de ser Maquinista




Companheiros,


Numa altura em que a sociedade atravessa uma fase conturbada, social, económica e atrever-me-ia a dizer, que também sócio-culturalmente, penso que o diálogo entre nós não deve ficar apenas pelas intenções mas principalmente pela vontade e determinação em agir.
Na nossa carreira profissional, que é hoje o nosso desafio social e económico mas também pessoal, é imperioso tomar uma posição e de uma vez por todas, alicerçar o nosso futuro.
Não basta ter uma opinião, porque todos a têm, mas sim que essa opinião seja geradora de consensos e de coesão entre todos nós.
Hoje, poderá ser o princípio de uma era.
Melhor ou pior.
Não sei.
O que sei, é que isso de certeza depende de nós.
O espaço que hoje ocupamos na sociedade é de relevância maior.


Não podemos deixar que sucedam novas Expo’98 ou outros acordos com características menos boas para a Carreira, sabendo que a conjuntura política, apoiada por códigos de trabalho esforçados na retirada de direitos dos trabalhadores, nos limitem na busca digna daquilo que hoje são garantias e direitos adquiridos.
Não devemos, não podemos e não queremos seguramente, “espadaúdas” questões sociais, mas não devemos, não podemos e não queremos seguramente continuar num plano secundário de revindicações.

Devemos, podemos e queremos agir com base numa posição geral e coesa, na busca de segurança, de maior poder de compra e não apenas na manutenção daquilo que temos.
Qualquer futuro é assim.
Do País.
Da Sociedade.
A nossa Carreira, não pode e não deve ser diferente.
Somos profissionais. Temos formação. Temos família, somos Sociedade.

O crescimento de uma empresa como a nossa e a sua maturidade para enfrentar o futuro que se avizinha, passa indubitavelmente por nós e por todas as outras Carreiras. Não somos diferentes e não somos iguais. Somos Homens e Mulheres com deveres e direitos iguais. Para sair da crise é preciso acreditar que trabalhar é um meio de atingir um objectivo em comum. Para o País, para a Empresa e para todos nós.

Colaborar, não pode ser apenas uma figura de estilo. É preciso ser um facto entre ambas as partes. Diz o ditado popular que;”…não é com vinagre que se apanha moscas…”. Seguramente que não somos moscas e seguramente que não é vinagre a produção desta empresa!

A produção desta empresa é para a sociedade e uma sociedade bem amada é mais valiosa do que se for menosprezada.
Novas políticas sociais vão surgir em breve e de certeza que todos querem ficar bem nos objectivos. Nós somos parte integrante.
Para que isto aconteça, algo importante tem de ser renovado…

Respeito.
Respeito pelo trabalhador. Respeito pela profissão que desempenhamos. Em Portugal a esperança de vida tem aumentado. A dos maquinistas, nem por isso.
Profissão de desgaste rápido, uma batalha por travar.
Condições de segurança e higiene no trabalho não pode continuar a ser uma utopia, mas sim uma realidade.
Humanização das escalas de serviço onde o respeito pelo ser humano deverá ser uma mais valia. Todos temos de trabalhar, melhor trabalharemos se isso for reconhecido.


O nosso Sindicato tem sido ao longo do tempo uma referência para os ferroviários em geral e para a sociedade em particular.
Não podemos enquanto Carreira, esquecer a nossa força.
Sem coesão por parte da carreira na busca destes objectivos, sem unidade e sem sacrifício, não conseguiremos o respeito e sem isto, a carreira irá desmoronar e ser apenas uma profissão imobilista e destinada ao quero, posso e mando de uma sociedade de utilização e da demagogia interventora.
Não devemos individualizar. Não devemos cair nas ratoeiras do serviço de necessidade, mas o contido nas escalas. Trabalhar é um direito e um dever, mas o descanso e a família também. Não devemos olhar apenas para a possibilidade de ganhar horas com falta de repouso, mas sim olhar para o repouso como um direito do nosso dever. Respeitemo-nos.
Na hora do “correu mal”, corre mal para todos. Devemos temer a correcção do nosso profissionalismo e a coerência das nossas capacidades e não a incoerência das pressões.
Só assim chegaremos ao objectivo.
E qual é o objectivo companheiro?
E o teu? E o teu? E o teu????
Que cada um de vós responda. Que cada um de vós procure nos objectivos da vossa vida pessoal e profissional.
Na nossa profissão, dificilmente podemos separar uma coisa da outra.
Elas completam-se.
Por isso, companheiros o nosso objectivo é o mesmo. Cada um escrevê-lo-à de forma diferente. Cada um intrepretá-lo-à de forma diferente.
União.
Conjuntura de esforços e vontades.
Respeito por cada um e por todos.
União…
Seja,

Rui Alexandre da Cruz Mendes
Maquinista-técnico/903732-6
Depósito de Tracção de Lisboa-Rossio
Delegado Sindical

quarta-feira, abril 19, 2006

Já não te amo...


Lamento,
já não te amo...
Esqueci há muito
A côr dos teus olhos
Os teus cabelo castanhos
Azuis, talvez, tamanhos
Cheios de luz, intuito
As tuas formas,
Meã, talvez, da minha altura,
Já não lembro
A tua pele suave e perfumada
avelã, madura
Quase nada
Os teus beijos, esqueci
Como eram mornos
O doce da tua boca
O mel do teu suor
Em Almornos,
Estremeci...
Talvez do PDI
Já não tenho memória
A cor rosa da tua tôca
de dormir, não dormi.
Era tanta a eufuria
Em extase, morria
Meu amor, já não te amo,
Lamento...
Esqueci-te.
-Como fui capaz...?!
Talvez fugaz...
Um momento.
E agora, já não te amo...
Lamento...

domingo, abril 16, 2006

Pascoa Feliz


Pascoa Feliz a todos
São os desejos sinceros de Rui Mendes e Familia
Bem-hajam

segunda-feira, abril 10, 2006

Pôrra...

Não.

Concerteza que não entendo e provávelmente não irei entender nunca, o que leva as pessoas a dizerem coisas que eu pensava existirem apenas en histórias e filmes de maus-maus...

E também não percebo como pessoas de bem se deixam envolver nestes absurdos. Quero acreditar que lido com amigos, com pessoas com quem muitas vezes vou comer à mesa, e hoje, depois de uma viagem pelos comentários do blog do nosso companheiro Viril, o que vejo??!!...

Será possivel haver tais escárnios, tais movimentos, tais pensamentos... com pessoas do meu dia-a-dia e com quem porventura partilho intimidades.

Que valores se levantam, assim tão alto, que torna as pessoas tão más e sedentas de alguma especie de poder.

Quando olho esta imagem que aqui vos ofereço e penso na magnificência e na grandiosidade de tal coisa, não posso deixar de dizer;

-PÔRRA!!!

quinta-feira, abril 06, 2006

CEGOS...

Olhem...
Olhem...
Olhem bem
Horizonte vermelho
Longinquo
Olhem bem!...

No fundo está a alma
dizem
Velhos pergaminhos
do tempo
Icem
bandeiras multicolores
Ao vento
e como pó, sacudam bolores

Miseráveis
como cães sarnentos
Abandonados mistérios
deambulam
Honoráveis
fantasmas de tormentos
Á porta dos cemitérios
Pulam...

Olhem...
Olhem, bem
Horizonte vermelho
Longinquo
Olhem bem...

Nos olhos está a essência
A verdade branca
Ou preta
Nas mãos a violência
Que espanca
Ou mima a teta

Loba egipcia
Triângulos de memória

Cãs de experiência
Grandes de Mória


Olhem...
Olhem bem
Horizonte vermelho
Longinquo
Olhem bem...

ARES

terça-feira, março 28, 2006

POR DIREITO PRÓPRIO...


Há sempre uma luz, iluminando o caminho, seja num vale onde passeamos, numa avenida da cidade, ou na própria vida por onde caminhamos. E, quando caminhamos na Vida, procurando uma resposta para as perguntas da própria Vida, se as fazemos(?), é porque não queremos passar por ela sem perceber os caminhos...
Pasmo, hei-de pasmar sempre que encontre, semelhantes meus, que não sabem com que se assemelham. Noto o nervosismo das pessoas com quem lido no dia-a-dia e se riem das minhas ideias e dos projectos que defendo. Noto nos seus sorrisos, falsos, a insegurança e os receios... Porquê???!
A minha opção, prende-se com valores de principio e justiça social, com a dignidade do Homem e os seus valores. Quando decidi juntar-me a este projecto, foi por acreditar que é possivel ser diferente e levar em frente um projecto que acredita nas pessoas e não nos valores de promoção e da vaidade. Numa sede de poder que não compreendo. Sou maquinista hoje e espero sê-lo até ao fim das minhas capacidades para o trabalho. Já trabalho há muito tempo e sei o que isso é. E nunca mudei os meus valores e forma de agir. Posso dizer sem falsa modestia, que estou aqui para ganhar.
Mas acima de tudo para ganhar o direito de defender um projecto e as minhas ideias, eleito por uma classe profissional que é a minha. Por respeito e por acreditarem na diferênça e na capacidade.
É por estas razões que me custa entender o que a sociedade vê nos confrontos do próprio homem. Porque se rompem fronteiras e se pretende tomar de assalto o direito de ser lider, se não o conseguirmos por mérito próprio, assumindo as respostas do futuro e as apostas em cima da mesa.
Dar a cara por um projecto sem temer o futuro e aguardar os desafios de outros projectos. A vida continua, e é preciso acreditar nela, sem medo da idade e sem medo do futuro. O que todos nós deixamos para trás, se for bom, fará com que as pessoas se lembrem.
A todos um bem-haja.
E que vençam aqueles que merecerem o respeito da Carreira.
Pela Justiça.
Pelo SMAQ
Seja..

quinta-feira, março 16, 2006

Hoje não há foto...

É, hoje não há foto.
Vejo tudo tão cinzento. Tão triste. Tão fecal...
É verdade que uma lista com vista a futuras eleições está sendo criada, nunca escondemos tal,
nunca precisamos. Apenas estamos fazendo as coisas como devem ser feitas. Com calma e com serenidade. Nâo, não estamos nervosos, não precisamos de férias para preparar estratégias ou
artimanhas.
Estamos no activo, conduzindo comboios e a nossa vida pessoal.
Estou assim, triste, porque não entendo as lutas sujas pela dignidade da nossa carreira, no seio da nossa carreira.
Penso e o tormento, não é pensar, mas sofrer...
Que temos a esconder, que tememos, que sórdidas mentiras guardamos por debaixo do véu de
púdicas Vestais.
Todos nós, maquinistas, a chamada elite, dizem alguns, percorremos o caminho da vida, como cidadãos e como homens em quaquer outra profissão, que podia ser até a mais velha, tais os adjectivos que nos oferecem. Como são generosos.
As batalhas que se avizinham, não têm de ser travadas entre nós. Entre nós deve existir uma corrente, em que cada um será o elo seguinte, forte e seguro, resistente.
Sei que hoje, fruto das novas politicas, os Homens e Mulheres deste Paìs, têm medo do futuro.
O espectro do desemprego, o aumento do custo de vida, a saúde precária e a repressão velada, o dominio da informação, servindo lobbies, estam dominando as massas trabalhadoras.
O muro, caiu. A URSS, já era. O 25 da Abril, aconteceu. Subimos numa sociedade evolutiva, temos carros espectaculares parados á porta, computadores, televisores a cores de que já não abdicamos e os nossos filhos, nem pensar, senão como entrete-los. E temos camaras de vigilância, nas ruas, nos terminais multibanco, nas praias, nos comboios... Tudo pela nossa segurânça.
Então, porque brigar no seio da Carreira, por Poder...?!!
O meu poder é o trabalho. è dele que vivo, é dele que todos vivemos, principalmente os que tiveram de deixar muito para trás, simplesmente porque tinham de trabalhar...
Uma sociedade é feita de doutores, de engenheiros, de politicos, de padres, de maquinistas, de padreiros, de padeiros, de putas, de paneleiros, de pescadores, de homens, de mulheres, e de criânças, ás quais temos de deixar o legado melhor de nós, sociedade humana: Dignidade!
Coragem, meus amigos, não tenham medo. Não somos nós, os vossos colegas de profissão, que querem o vosso prejuizo, apresentando uma lista como opção, á vossa.
Temos ideias, também. Temos um projecto que já não é o vosso, porque é nosso e vós não querem escutar a Carreira.
Usem a Carreira com dignidade e ela se for de sua vontade, responderá.
Sejam dignos.
Respeitem, só assim serão respeitados.
Pelo SMAQ.
Seja

sábado, março 04, 2006

Mundo

Saibam amigos, ou outros
Que renego as palavras que rimam
Musicais nos ouvidos moucos
Trovões que céus dominam

Não sou poeta nem letrado
Não domino rimas nem sei de metricas
Serei mais um poema inacabado
Num livro de mentiras tétricas

Sei que alguns me mimam
Com doces adjectivos
Ó como sois loucos
Dando-me tantos mimos

Parecem descargas eléctricas
Tais trovões do passado
São como gritos primitivos
O que então sentimos

Meus amigos todos são
Um Mundo imenso coração
Àqueles que chamo de amigos
Lego uma oração todos os Domingos

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Desaparecem!???...


Há um silêncio mortal
No compasso da vida
Fantasmas de um Carnaval
Na memória perdida

Cavalos de Troia
Numa história imoral
Onde a fé morria
E a morte sorria

Penhascos se elevam
No meu naufragar
Onde o mar corria
Sem parar

Marés de pasmar
No correr do dia
Ondas me levam
Sem me encontrar

Deuses, onde estão?
Quando os ceús escurecem
E os raios, flamejam
Desaparecem!???...

terça-feira, fevereiro 21, 2006

...e a caravana passa!!...


Ninguém tem culpa se alguém, ama alguém.
Ninguém tem culpa se o cães ladram e a caravana passa.
Ninguém sabe o que os cães fazem quando têm fome e a comida está ao seu alcance.
Ninguém pensa que os cães são animais "irracionais" e bons amigos do homem...

sábado, fevereiro 18, 2006

Mudança...(?)!


18.Fevereiro.2006 info. 01/06





Companheiros,

Quando em 27 de Dezembro de 2005, participei na reunião da Direcção com a CP-Lisboa, tive a possibilidade de chamar a atenção dos problemas que existiam nas várias salas sociais, onde fazemos serviço.
Alguns, ainda persistem, eu sei, mas também foi bom para mim, enquanto delegado sindical, ver que alguns dos problemas, estão sendo resolvidos.
Lentamente, têm sido feitas manutenções ao ar condicionado, tanto em Sintra, como em Entrecampos e em breve na sala do PMA, onde será instalado, dizem-me.
Sei que, em Sintra, ainda tem deficiências, mas conto que venham a ser resolvidas.
Farei o que estiver ao meu alcance.
Também em Entrecampos, foi finalmente colocada uma máquina que permite a todos nós, enganar a fome, principalmente nas horas complicadas em que muitas vezes fazemos serviço e não temos onde ir…
São coisas pequenas e simples mas que têm muita importância para nós, devido ás características do nosso trabalho.
Gostava de vos dizer que quero acreditar numa mudança na atitude e que espero, se repita no futuro com base no diálogo e numa nova postura sindical.
Espero que seja bom para todos, também…

rui mendes.

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Uma flor á juventude...


Ofereço, uma flor aos amigos e aos inimigos a minha mão.
E o meu respeito.
Lamento companheiro que fales em violência, desculpo-te porque és novo e a juventude é como um pé de cabra, faz de alavanca...
Melhor seria teres participado e não estares a espera que te contassem como foi, mesmo não pudendo, devias saber que qualquer coisa dita nesta altura e com tantos "empenhados" será facil deturpar o sentido e o contexto.
Gostava de ter o condão de ao gritar, alguém me escutasse.
Há tantos gritos no meu peito.
Como lamento os ouvidos surdos ao grito da multidão, é confortável esperar pelo eco das palavras e pensar que o problema dos outros, não é o meu...
Engano profundo e profano.
Cada vez mais o meu problema é o teu, companheiro!!!
Espero que no futuro escutem com atenção o silêncio da ventura...
Já agora agradeço, aos visitantes, mesmo aqueles que não querem deixar rasto... a curiosidade...
SEJA

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Preso por fios...


11:00 horas
09 de Fevereiro de 2006
Um dia cinzento, a temperatura havia subido um pouco. Depois como aves migratorias, chegaram...
Pouco de muito, muito de tudo o que nos aflige...
11:30 horas
09 de Fevereiro de 2006
Penso... - Arrefeceu!...
Natural, o Sol esconde-se, timido e envergonhado.
Também eu. Apenas os eleitos. Aqueles que por sufrágio universal, foram chamados. Dos outros, aqueles que sufragaram, apenas o cheiro, tenúe, vago... O tema era frugal, vulgar e singelo; analisar as mercearias e a sua validade.
Pendiam do tecto agora renovado, seis molhos de cebolas, já greladas e engelhadas, alguns presuntos com muita esperança, mas com bolôr, talvez devido a maus cuidados e muita humidade. Algumas razões foram apresentadas, mas pouco convenceram. O que estava nas prateleiras, mereceu a aprovação, a validade dos produtos era actual e parecia em boas condições de embalagem.
Talvez por tudo isto, poucos apareceram. Assim, toda a mercadoria foi analisada e passou na avaliação.
Apenas as ideias e os ideais ficaram, presos por fios no tecto da mercearia.
Eu, apenas eu, penso que pensando em contos de meia-noite, encontrarei fabulas e formulas mágicas capazes de resolver os problemas de mercado. Errado. Preciso do apoio dos fornecedores e de acordos de causa. Preciso de todos vós.

domingo, fevereiro 05, 2006

Assembleia Geral Órdinária

Dia 09 de Fevereiro de 2006
Realiza-se a Assembleia Geral Órdinária na sede do SMAQ, pelas 11:00 horas.
Apelo a todos aqueles que possam estar presentes, que o façam a bem da nossa Carreira.
Até lá...
SEJA

sei que me olham...

Sei que me olham

Meu fragmento de tempo

Em que o brilho dos anos

Se vai desvanecendo

  • Sei, se é que morrendo
  • envolto em mortalhas
  • dos avós tiranos
  • Me olham no Tempo
  • Sei que me olham
  • Com ventura ou desdem
  • Como um sopro de vento
  • Ou então de ningúem
  • Sei, se é que a sombra
  • Da minha morte
  • Lhes lembra alguém
  • Ficam todos a contento
  • Meu Deus que a mim me tens
  • Como a prece dos tempos
  • Que nunca foi dita
  • Grito da minha desdita
  • Ecoando nas paredes
  • Da montanha maldita
  • Onde famintos cães
  • Sei que me olham

Atirador furtivo



Esta, bem que podia ser a imagem, que num flagrante momento, provava a revolta dos animais. Coitados dos bichos, que tanto sofrem com os próprios donos. Estes que tanto bem lhes querem fazer... Ensinam-os a brincar, a apanhar bolas, paus, que atiram par longe e depois lá vão eles, correndo que nem uns loucos, uma e outra vez, sem descanso e quando já com a lingua seca e um palmo fora da boca se arrastam na busca de um afago, lá vão de novo a mais um salto e a nova corrida... Donos(!?!), nem deles, mesmo, o são. Talvez déspotas de um tempo passado, que usando do poder racional(?) com que a natureza os dotou, usam esse poder para os fazer sentar, deitar, rebolar, buscar, morder... Bom, morder, não será a melhor instrução. Pode ser perigoso e leva-los a uma jaula de onde, não poderam sair... Coitados dos bichos.

sábado, janeiro 28, 2006

o Blog antigo está aqui

http://20-SMAQ-06.blogspot.com

O caminho



Quando se abre a janela do quarto, pela manhã e olhamos o dia que nasce, escutamos ainda os ruidos corporais e quase metafisicos que nos abandonam e perguntamos ao vidro embaciado e frio, o que nos espera hoje...!?? - O bocejo, esmorece, os braços ainda dormentes caiem lentamente ao longo do corpo, os olhos fecham-se docemente, recordando o momento anterior e como de um sonho bom, que já passou, voltamos as costas ao Sol que brilha lá fora e encolhendo os ombros, vamos ao encontro perfeito da manhã...
- ...
Depois que os fluidos corporais foram expulsos, um sorriso de satisfação se apodera de nós e assim o banho retemperador nos espera.
O pequeno almoço, que muitas vezes ainda não sabemos o que será, é o passo final, antes da saida de casa, mas antes muitos pensamentos nos invadem; para onde vou, por onde vou, que vou levar na mala, a que horas devo sair de casa e quantas vezes olhamos o relógio para que não nos atrasemos...
Finalmente, um iogurte e um café, porque os niveis de cafeina, precisam de subir rápidamente...
Depois, vestir o casaco e rápidamente abrir a porta...
Sair.
O Vento que nos arrefece a cara e as mãos, os carros parados em cima do passeio, as criânças que gritam correndo para o autocarro da escola que já buzinou tres vezes, o Sol que não tem tempo para nos aquecer e o caminho á nossa frente espera-nos, inconsciente e constante.
Se este é o principio do dia de todos os dias, todos os dias precisamos de encontra novas formulas para vestir o dia, no principio do caminho.
O caminho, é invariávelmente o mesmo. Este não se altera. Mudam as caras, muda a hora em que lá passamos, mas o caminho é o mesmo.
Por vezes sentimos vontade de ir por outro, escolher a paisagem, quase intrinseca, no meio da cidade, mas apetece fazer outras curvas, utilizar mudanças altas e baixas no nosso carro, apetece...
Mas porque será tão dificil mudar o caminho, alterar por vezes o percurso até o mesmo ponto, se com isso podermos mudar o sorriso, desviar o olhar por outras coisas, tentar outros sabores num café diferente, sentir outros perfumes...
Dar um caminho diferente ao nosso dia pode fazer a diferênça de como nos sentimos para o futuro.
Um mesmo caminho, por escorreito que possa ser, por vezes, fica quadrado se o percorremos demasiadas vezes, tornando-nos também a nós quadrados e nada mais ficamos a conhecer da nossa cidade e se olharmos bem, a nossa cidade tem tanta potencialidade e tanta coisa linda para conhecer.
Se nada tivermos para nos ajudar a escolher o caminho, até um num mapa turistico, é possivel encontrar novos caminhos...
Porque o caminho está lá...
Porque há um caminho...

R.M.
SEJA...

Horizonte em chamas

Qaundo o céu está vermelho e as águas calmas,
Dizem os sábios, que a tormenta,
Do dia seguinte, tráz sangue e lágrimas
Rolando na face dos dias...
Que o suave toque da dor,
não é mais que um momento...

Que o tormento,
Não é sofrer, na batalha dos dias, o ardor,
Da vontade, e do desespero em que morrias,
Mas do afago, frio e mortal com que mimas
Os inimigos e aos amigos a dor fermenta,
Como licor dos Deuses alimentando as almas.

E quando as chamas do entardecer,
Envolverem os sentidos
E o ardor da batalha esmorecer,
Nos gemidos dos vencidos.

Escutaras, murmurios perdidos
Preces dos muribundos a morrer,
Como um hino aos elos perdidos.
E depois, docemente... falecer.


R.M.
Seja...

terça-feira, janeiro 24, 2006


Companheiros, enviaram-me esta foto há alguns dias atrás, parece que foi tirada de um qualquer site espanhol, e retrata uma situação de perturbação na circulação...
Fez-me lembrar a situação que vivemos há poucos dias, na linha de Sintra por causa de um caso pontual(!) de limitação de velocidades da qual, ninguém tinha conhecimento, porque o dito afrouxamento, estava escondido por detrás de um outro documento....!!
Escolhi esta foto, exactamente porque tirando a ilustre personagem que tão bem representa os nossos "hermanos", parece que foi o que aconteceu aos trabalhadores que na altura lá faziam serviço.
Talvez por isto, tenha começado a faltar o papel higiénico na sala de Entrecampos. Já não chega para limpar tanta porcaria.
Claro que tudo foi resolvido a contento, o dito documento apareceu e o papel higiénico também, muito embora seja de origem ibérica.
E mais importante, nada de grave aconteceu, nem aos trabalhadores da via nem aos maquinistas...
Portanto, meus companheiros de todas as horas, cuidado e não deixem de estar atentos a todos os documentos diários que vão sendo distribuidos.
Até mais.
Seja...
R.M.