sábado, janeiro 28, 2006

Horizonte em chamas

Qaundo o céu está vermelho e as águas calmas,
Dizem os sábios, que a tormenta,
Do dia seguinte, tráz sangue e lágrimas
Rolando na face dos dias...
Que o suave toque da dor,
não é mais que um momento...

Que o tormento,
Não é sofrer, na batalha dos dias, o ardor,
Da vontade, e do desespero em que morrias,
Mas do afago, frio e mortal com que mimas
Os inimigos e aos amigos a dor fermenta,
Como licor dos Deuses alimentando as almas.

E quando as chamas do entardecer,
Envolverem os sentidos
E o ardor da batalha esmorecer,
Nos gemidos dos vencidos.

Escutaras, murmurios perdidos
Preces dos muribundos a morrer,
Como um hino aos elos perdidos.
E depois, docemente... falecer.


R.M.
Seja...

1 comentário:

Mário Paixão disse...

Boa Noite Rui.Não sabia que também tinhas o dom de transformar palavras banais em frases com ideais. Um abraço de Mário Paixão. Já agora o meu blog é www.poetadesesperado.blogspot.com