terça-feira, março 28, 2006

POR DIREITO PRÓPRIO...


Há sempre uma luz, iluminando o caminho, seja num vale onde passeamos, numa avenida da cidade, ou na própria vida por onde caminhamos. E, quando caminhamos na Vida, procurando uma resposta para as perguntas da própria Vida, se as fazemos(?), é porque não queremos passar por ela sem perceber os caminhos...
Pasmo, hei-de pasmar sempre que encontre, semelhantes meus, que não sabem com que se assemelham. Noto o nervosismo das pessoas com quem lido no dia-a-dia e se riem das minhas ideias e dos projectos que defendo. Noto nos seus sorrisos, falsos, a insegurança e os receios... Porquê???!
A minha opção, prende-se com valores de principio e justiça social, com a dignidade do Homem e os seus valores. Quando decidi juntar-me a este projecto, foi por acreditar que é possivel ser diferente e levar em frente um projecto que acredita nas pessoas e não nos valores de promoção e da vaidade. Numa sede de poder que não compreendo. Sou maquinista hoje e espero sê-lo até ao fim das minhas capacidades para o trabalho. Já trabalho há muito tempo e sei o que isso é. E nunca mudei os meus valores e forma de agir. Posso dizer sem falsa modestia, que estou aqui para ganhar.
Mas acima de tudo para ganhar o direito de defender um projecto e as minhas ideias, eleito por uma classe profissional que é a minha. Por respeito e por acreditarem na diferênça e na capacidade.
É por estas razões que me custa entender o que a sociedade vê nos confrontos do próprio homem. Porque se rompem fronteiras e se pretende tomar de assalto o direito de ser lider, se não o conseguirmos por mérito próprio, assumindo as respostas do futuro e as apostas em cima da mesa.
Dar a cara por um projecto sem temer o futuro e aguardar os desafios de outros projectos. A vida continua, e é preciso acreditar nela, sem medo da idade e sem medo do futuro. O que todos nós deixamos para trás, se for bom, fará com que as pessoas se lembrem.
A todos um bem-haja.
E que vençam aqueles que merecerem o respeito da Carreira.
Pela Justiça.
Pelo SMAQ
Seja..

quinta-feira, março 16, 2006

Hoje não há foto...

É, hoje não há foto.
Vejo tudo tão cinzento. Tão triste. Tão fecal...
É verdade que uma lista com vista a futuras eleições está sendo criada, nunca escondemos tal,
nunca precisamos. Apenas estamos fazendo as coisas como devem ser feitas. Com calma e com serenidade. Nâo, não estamos nervosos, não precisamos de férias para preparar estratégias ou
artimanhas.
Estamos no activo, conduzindo comboios e a nossa vida pessoal.
Estou assim, triste, porque não entendo as lutas sujas pela dignidade da nossa carreira, no seio da nossa carreira.
Penso e o tormento, não é pensar, mas sofrer...
Que temos a esconder, que tememos, que sórdidas mentiras guardamos por debaixo do véu de
púdicas Vestais.
Todos nós, maquinistas, a chamada elite, dizem alguns, percorremos o caminho da vida, como cidadãos e como homens em quaquer outra profissão, que podia ser até a mais velha, tais os adjectivos que nos oferecem. Como são generosos.
As batalhas que se avizinham, não têm de ser travadas entre nós. Entre nós deve existir uma corrente, em que cada um será o elo seguinte, forte e seguro, resistente.
Sei que hoje, fruto das novas politicas, os Homens e Mulheres deste Paìs, têm medo do futuro.
O espectro do desemprego, o aumento do custo de vida, a saúde precária e a repressão velada, o dominio da informação, servindo lobbies, estam dominando as massas trabalhadoras.
O muro, caiu. A URSS, já era. O 25 da Abril, aconteceu. Subimos numa sociedade evolutiva, temos carros espectaculares parados á porta, computadores, televisores a cores de que já não abdicamos e os nossos filhos, nem pensar, senão como entrete-los. E temos camaras de vigilância, nas ruas, nos terminais multibanco, nas praias, nos comboios... Tudo pela nossa segurânça.
Então, porque brigar no seio da Carreira, por Poder...?!!
O meu poder é o trabalho. è dele que vivo, é dele que todos vivemos, principalmente os que tiveram de deixar muito para trás, simplesmente porque tinham de trabalhar...
Uma sociedade é feita de doutores, de engenheiros, de politicos, de padres, de maquinistas, de padreiros, de padeiros, de putas, de paneleiros, de pescadores, de homens, de mulheres, e de criânças, ás quais temos de deixar o legado melhor de nós, sociedade humana: Dignidade!
Coragem, meus amigos, não tenham medo. Não somos nós, os vossos colegas de profissão, que querem o vosso prejuizo, apresentando uma lista como opção, á vossa.
Temos ideias, também. Temos um projecto que já não é o vosso, porque é nosso e vós não querem escutar a Carreira.
Usem a Carreira com dignidade e ela se for de sua vontade, responderá.
Sejam dignos.
Respeitem, só assim serão respeitados.
Pelo SMAQ.
Seja

sábado, março 04, 2006

Mundo

Saibam amigos, ou outros
Que renego as palavras que rimam
Musicais nos ouvidos moucos
Trovões que céus dominam

Não sou poeta nem letrado
Não domino rimas nem sei de metricas
Serei mais um poema inacabado
Num livro de mentiras tétricas

Sei que alguns me mimam
Com doces adjectivos
Ó como sois loucos
Dando-me tantos mimos

Parecem descargas eléctricas
Tais trovões do passado
São como gritos primitivos
O que então sentimos

Meus amigos todos são
Um Mundo imenso coração
Àqueles que chamo de amigos
Lego uma oração todos os Domingos