como mestre barqueiro,
de uma nau do desassosego
Vi, uma rede cheia, na ronda,
ao mirar o pesqueiro,
depois, maldito sossego...
Talvez do mar "chão",
talvez do calão,
evolão-se da tumba
com rugido de camião
morcegos da noite
voando em contra-mão.
No silêncio tenebroso, todas as vozes se calam
esperam milagres que tardam
e feitiços que escondem
Os segredos bem guardados
permanecem inviolados
em sacos azuis que pendem...
São jogos de cintura
ancas belas e formosas
sereias de Adamastor
que não estragam a pintura...
Céus, onde está a lisura
e a mão do pintor,
treme agora de emoção,
ou estremece de comoção...
Senhores, olhai no alto
que o tecto da abadia
racha em cada dia
como um penedo de basalto
quando violado pela metralha
de agrilhoada GENTALHA.

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