
O meu, onde me sentava em divagações no fim de um dia como tantos outros, agora esses momentos acabaram.
Os outros aqueles onde a minha vida está amarrada, como a de tantos portugueses pseudo burgueses, com aspirações a serem felizes, esses estão cada vez mais cheias e anafados.
Sabe-se agora, como de tantas formas nos roubam. A nossa sociedade está viciada e corrupta, já o sabiamos, mas tanto...
As reformas que nos vão impondo a bem da evolução nacional e do bem-estar social, são de tal qualidade que a pobreza passou a ser um estatuto nacional, com direito a assento em um qualquer passeio, de uma qualquer rua, de uma qualquer cidade com um programa pólis que não tem fim anunciado.
Somos um pais à beira mar plantado com um clima espectacular que muitos camones procuram para relaxar das bombas que têm nos seus paises de origem e onde os dolares, libras e outras moedas marcam a diferença. Como nós somos um povo que sabe receber e que é grato com quem nos viola, somos como putas com um sorriso simpático.
Agora que corremos atrás da estabilidade económica, de pactos sociais, do equilibrio orçamental e de uma inflacção socialmente aceite pela nossa amiga comunidade europeia, sem a qual há muito seriamos uma provincia ibérica aceite por alguns politicos de bolsos fundos e quiça rotos, estamos cada vez mais pobres.
Os objectivos socias de um povo que antes acreditava em projectos para os filhos e para uma velhice calma, agora não tem futuro, não tem esperânça nem objectivos de vida. E saber que a isto alguns podem chamar de evolução social, sinceramente, é triste.
E este que é o meu pais e pelo qual tantos homens e mulheres têm entregue a vida as aspirações e até os filhos, faz agora que as minhas lágrimas se juntem num rio de lamentos que vão desaguar num mar de desilusões que antes foi de marinheiros afoitos e destemidos e que deram novos mundos ao mundo...
Choro e o meu banco está vazio...
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