Talvez fosse preciso ouvir uma voz, que inundasse os meus silêncios, para que a vontade de escrever, se tornasse num trovão que anuncia a tempestade.Como as árvores, agarradas á Terra, me agarro aos sonhos e ás fantasias com as quais eu cresço e cresci acalentando esperança.
Vejo hoje, num 1/2 século quase passado, como o corpo me trai o espirito.
Tenho vontades que não alcanço, desejos que não terei realizado, mas depois quando a tua voz se eleva, é como o grito que não gritei, como o brado que no peito se inflamou mas não queimou, mas quantas vezes intentou...
O meu Sol, é como as árvores que dele se alimenta, sentir que a Vida continua para além de mim. Que a terra que me sustem, sustem também, outras vidas pequenas que vão crescendo, e ve-las, é o bem maior.
Obrigado por essa visão que de outra forma eu não veria.
És como uma especiaria, que vinda de álem mar, trazes, o mistério e a audacia, os odores e as cores, a vontade indomável da juventude e da força para vencer. Espero que no ceú haja espaço para as cores que deixas no arco-irìs...
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